Tudo o que NÃO deve fazer numa decoração

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Muitas vezes quando não dominamos algo, um bom começo é saber qual o caminho a NÃO seguir. Tenho conhecido pessoas que adoram casas bonitas, sabem apreciá-las mas que jamais se sentem capazes de tomar decisões e decorar espaços integrais, sem qualquer tipo de ajuda. Pois bem, este post com algumas orientações sobre o que NÃO  deve fazer foi a pensar nesses casos. Esta é, ou não, uma boa forma de ficar a saber por onde começar?

Não negligenciem a cor. Ponham-na a trabalhar a vosso favor. Decidam previamente que tipo de divisão estão a criar e que têxteis, móveis e tapetes pretendem. Depois ‘ganhem’ algum tempo frente a uma palete de cores. Verão que é muito mais fácil começar pelo mobiliário de forma a acertar, depois, nos tons que combinam melhor. Se gostam de cor não se inibam em usá-la. Nem todas as paredes têm de ser brancas! Além disso, não se esqueçam de que todas as cores têm um degradé de tonalidades, que ajuda muito a perceber qual a intensidade certa para determinada divisão.

Uma vez escolhida a cor, não deixem de fazer um teste prático numa parede de um recanto da casa ou em algumas folhas de papel, afixando-as à parede. Para o efeito sugiro que comprem uma lata das pequenas, o importante é não saltarem este passo fundamental para perceberem como funciona a cor mediante a luz natural e artificial.

Mas atenção, quando descobrirem a cor, não exagerem! Isto é, não apostem tudo no mesmo ‘cavalo’. Se gostam do laranja, mas não pintem a parede cor de laranja, combinada com um sofá estofado cor de laranja com almofadas cor de laranja, por cima. Encontrem um equilíbrio. O ‘too much’ não fica bem em decoração nenhuma.

Não se esqueçam de utilizar a mesma regra para o resto: pavimentos, tapetes, papel de parede, azulejos… Todos devem ser contemplados primeiro no ambiente ao qual se destinam. O segredo está em pedir amostras de tudo o que vai gostando.

Não se fiquem pelo ‘assim assim’. Se determinada peça não fez o clique não se precipitem a comprá-la. Aguardem uns dias e tomem a decisão em consciência.

Em cada uma das divisões façam brilhar um ex-líbris, ou seja, o ponto forte desse espaço, todas o têm. Partam para a decoração em torno disso e vão ver que conseguirão tirar o máximo partido desse espaço.

Não caiam na tentação de ‘fazer’ uma divisão sem ‘subespaços’, isto é, dentro de cada divisão deve criar espaços de leitura, zonas de conversa, recantos…

Cuidado com as tendências. Tudo o que é moda é passageiro. Com o tempo volta, é certo, mas até lá cuidado. A decoração deve ser pensada para o médio e longo prazo. Logo, os investimentos devem cingir-se a peças cuja probabilidade de continuarem a adorá-las uma década depois seja grande.

Se têm alguma peça para a qual não encontram utilidade, nem tão pouco encaixa bem com o resto não se acanhem ao dispensá-la. Deem-na, vendam-na, reciclem-na. Mas não deem cabo de uma decoração inteira por algo que não combina com o resto.

Depois de estar quase tudo concluído, não menosprezem os detalhes. São os pormenores que muitas vezes fazem a diferença. Muitas vezes, são as almofadas, os quadros, fotografias, abajures ou flores que dão a luminosidade especial às divisões.

Por fim, não cedam a pressões (especialmente dos vendedores). Ninguém melhor que vocês conhecem a respetiva casa e aquilo que vos faz sentirem-se bem, portanto, decidam sempre por si. Verão que não se vão arrepender.

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