O melhor dos Santos Populares/ALFAMA 2013

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A MELHOR VARANDA DE ALFAMA

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Gosto de deixar o melhor para o fim. Sempre fui habituada a saber esperar pelas recompensas e a apreciar o momento em que as mesmas (finalmente) chegam. Este é um desses casos.

Durante três semanas palmilhei Alfama de lés-a-lés, meti-me por esconderijos, entrei por becos, abri as portas de comerciantes e falei com gentes, muitas, de todas as idades e cheias de singularidades. Mas hoje, e depois de conhecer melhor um dos bairros mais antigos da ‘minha’ cidade, posso, por fim, descansar e apreciar o ‘meu’ tesouro. E tem graça porque este é de graça.

O miradouro das Portas do Sol, situado na freguesia de São Miguel, oferece-nos uma vista deslumbrante sobre Alfama e o rio Tejo. Uma rotação de 360º que alcança de tudo: prédios, igrejas, becos, ruelas, rio…sol ou lua. Tudo sustentado pela segurança de um varandim que faz o enquadramento deste autêntico ‘postal’ da nossa cidade, que está paredes meias com o Castelo e a Graça mais acima. Mesmo ao centro está também a estátua de São Vicente, um dos santos padroeiros de Lisboa.

Deste plano superior, junto da cerca moura, podemos apreciar uma panorâmica que nos deixa totalmente rendidos. Turista ou não turista todos param para fotografar, sentar na esplanada ´Portas do Sol’ ou comprar uma revista no quiosque. O que menos falta por aqui são plateias para admirar este espetáculo lisboeta.

Um presente para qualquer amante da cidade, que se quer partilhar. Se ainda não viram não deixem de ver e depois digam-me se tenho, ou não, razão?

Saibam também o que esperar nos bairros do Castelo, da Bica, Graça e Mouraria. Tudo no âmbito do projeto SOMOS LISBOA, em: http://www.sagres.tv/pt/santos.aspx

 

UM CLÁSSICO

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Vir a Alfama e não passar por São Vicente de Fora, onde se encontra a Voz do Operário, é como ir a Cascais e não passar pelo Estoril.

A zona tem vários pontos de atração que vão da ‘Igreja de São Vicente’, à ‘Feira da Ladra’, ‘Panteão Nacional’ ou à ‘Azulejaria e Faianças de S. Vicente’, por exemplo. E é também por aqui que está instalada a sede da Voz do Operário. A sua fama tem outras razões de ser que não os Santos Populares, é certo, no entanto, e em época de Festas de Lisboa, a Sociedade de Instrução e Beneficência não quis deixar de festejar em grande estilo.

Nem a inclinação da rua, impropria para saltos altos, impediu que os moradores e visitantes dessem um passinho de dança nos bailaricos ali mesmo improvisados. Nada tem faltado nos arraiais aqui montados, da sardinha, à cerveja ou à música popular, mas há coisas que só mesmo vistas… Vamos por partes.

O edifício projetado pelo arquiteto Norte Júnior, e considerado Monumento de Interesse Público, é imponente e não passa despercebido. Mas o que mais tem feito parar os turistas e convivas por estes dias é o antigo elétrico 28, (colocado mesmo à porta da Sociedade com vertente educacional) que está transformado em bar… aberto inevitavelmente, uma vez que é bem na rua e debaixo de ‘céu aberto’ que o mesmo se encontra. As carruagens transformadas em local de cocktails e as janelas que tiraram folga dando lugar a balcões fazem as delícias de quem precisa de uma ‘bem fresquinha’ para arrefecer a noite! Um percurso a imaginar nesta carreira amarela que começa e acaba aqui.

Os 130 anos de existência d’A Voz do Operário dão-lhe estatuto para (quase) tudo e iniciativas como esta, em que juntam ex libris de Lisboa, com serviços à comunidade, são sempre de louvar. A ideia está gira, tem sido um sucesso e queremos que se repita.

www.vozoperario.pt

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O VOO DA ANDORINHA

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Malas e cadernos feitos de discos de vinil; colares criados a partir de cápsulas de café; pregadeiras com botões e bordados ou brincos que nasceram de lápis cortados às postas, são parte do que pode encontrar n’O Voo da Andorinha.

Existe há pouco mais de ano e meio mas o seu conceito inovador não para de surpreender quem por aqui passa…e entra. Na sua grande maioria, estrangeiros, (o que é pena), mas não dizem que tudo tem um lado positivo? Que devemos sempre ver o outro lado da moeda? Que o melhor é observar o copo meio cheio? Vamos lá então: é certinho como têm dinheiro para comprar, não um… mas dois ou três souvenirs. E tratando-se de um espaço dedicado à criatividade portuguesa a divulgação acontece, quase como se fosse lá fora. Faz-se da forma mais natural e genuína que existe. E quando gostam, regressam sempre, não ao ninho mas vamos lá fazer de conta.

É que estes, (os ninhos), são geralmente, feitos de restos; de vegetais; de lama e saliva das andorinhas. E por aqui o mote é o mesmo: olhar para as peças já moribundas com outros olhos, o lema é: “Já vão na segunda vida mas estão ai para as curvas!”

Tudo é feito com materiais reciclados, dos brincos aos móveis, acessórios ou objetos ornamentais. Marieta Garcias é o rosto por detrás deste projeto, mas como uma andorinha não faz a primavera… muitos outros artesãos metem por aqui as mãos. O resultado não podia dar mais resultado. Uma oferta vasta de artigos artesanais variados, originais e únicos.

A roupa também não ficou esquecida, sobretudo a de outros tempos… As peças vintage são um must have em espaços como este, no coração de Alfama, bem perto da Sé de Lisboa.

Neste ‘ninho’ debaixo da asa longa de, Santo António, na Rua do Barão, 21 encontrará de tudo. Sempre feito à mão e por pouco mais de um tostão!

 www.facebook.com/ovoodaandorinha

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O RETIRO PARA LÁ DOS SANTOS

 

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Aos 84 anos aderiu ao facebook. Há mais de 50 que dá nome a um dos restaurantes mais famosos do Largo de São Rafael e garante que a Amália Rodrigues e o Artur Batalha começaram ali a cantar o fado, ainda crianças. Muito antes do Retiro se tornar num negócio.

“Tudo começou entre amigos e familiares quando se juntavam à porta de minha casa para comer sardinha assada e beber um bom vinho”, quem o diz é D. Aida, proprietária do Retiro com o mesmo nome. Era o tempo da simplicidade, da inocência e da candura. Mais de metade da sua vida foi dedicada às festas de Lisboa e aos Santos Populares.

É bom quando brincadeiras de amigos viram negócios e quando negócios viram empregos para toda a família. É assim por aqui. Hoje são os filhos, as noras, os netos e as netas que dão conta do recado. Gerem o negócio, chegam-se à grelha, afinam a sangria, carregam nos copos de cerveja, atendem às mesas e fazem a festa.

O Rui, um dos netos, cuida do bar e dá a cara pela casa com orgulho. Isabel, uma das noras, faz questão de transmitir o programa das festas: “Durante os Santos há sempre música popular, e no menu, o chouriço, o caldo verde, o bacalhau ou a sardinha assada não podem faltar.” A partir do dia 21 o fado volta à rua. As mesas e cadeiras estão montadas ao ar livre e o Largo de S. Rafael ganha nova atmosfera.

Afinal, já lá vão 50 anos de festas de Lisboa! Cinco décadas a recordar a cidade e o bairro que, se falasse, tinha tanto tem para contar. Muitos bem se lembram do tempo em que a diva do fado ainda pisava os socalcos de Alfama. De menina a jovem moça, a vender limões e a iluminar o trilho por onde passava…

“Mora num beco de Alfama
e chamam-lhe a madrugada,
mas ela, de tão estouvada
nem sabe como se chama.

Mora numa água-furtada
que é a mais alta de Alfama
e que o sol primeiro inflama
quando acorda à madrugada”

‘Madrugada de Alfama’ ganhou notoriedade pela voz de Amália Rodrigues numa música que também deixa Alfama imortalizada.

Se são apaixonados por este bairro mas deixaram passar o ponto alto dos Santos Populares, saibam que por aqui a festa continua…e até de madrugada! Queimem os últimos cartuchos com as sardinhas e fadunchos que param no Largo de S. Rafael durante o próximo fim de semana.

www.facebook.com/pages/Retiro-da-Aida/456145611143157

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UM CHI DO TAMANHO DO MUNDO!

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Sempre gostei de ovelhas negras. Não me perguntem porquê mas a verdade é que sempre tive tendência para me juntar aos que remam contra a maré. Que estão à margem e, que frequentemente, são incompreendidos pelos seus pares. No fundo, daqueles que não gostam de ir ‘entre o rebanho’. Gosto do que é diferente e de tudo aquilo que tem algo novo para me ensinar. Assim, escusado será dizer que, ao deparar-me com esta imagem, quem é que cativou a minha atenção? Piscaram-me os olhos e sussurram-me: ‘leva-me contigo’…

São absolutamente irresistíveis estas ovelhas (negras) artesanais elaboradas pela CHIcoração. Este pequeno tesouro escondido à beira da Sé da Lisboa vai muito além de uma loja de artesanato contemporâneo. O conceito já existia no Chiado mas também abriu portas num dos locais mais turísticos do nosso país. Alfama é, por excelência, um dos bairros mais visitados pelos ‘bifes’, que entre a bela da bifana, o copo de cerveja e o pastel de nata, gostam sempre de bisbilhotar o que de melhor se faz por cá.

Ora, este é um bom exemplo disso mesmo. As matérias-primas são naturais e os irmãos gémeos aqui não entram. Bom, mas vamos lá esclarecer isto antes que alguém se zangue e leve a coisa a peito. O que se passa é que os diversos autores nacionais que criam para a CHIcoração orgulham-se por fazer peças únicas, singulares e exclusivas. Não são dados a repetições e gostam que os visitantes levem para casa recuerdos impares, sempre da melhor qualidade.

As lãs que vêm na imagem são naturais e de fiar à mão. Existem também artigos do linho ao algodão ou à seda. E da roupa, aos acessórios e decoração. Aqui fica a sugestão para passar nestes dias de verão pouco intenso em que mais apetece estrear a novas coleções outono-inverno…

www.chicoracao.pt

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IMPORTA-SE DE REPETIR?

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Pois pois. Nãããããããããã….O quê? Ah pois é! Pois, está bem.

E pois que só poderia dar nisto. Uma grande confusão na cabeça de duas austríacas. A conjunção tão tipicamente portuguesa, que não nos cansamos de dizer – ‘a torto e a direito’ – e que tanta vontade de rir dava às proprietárias deste café tornou-se mais do que uma graça nas suas vidas. ‘Pois’ acabou por transformar-se num negócio. No antigo armazém de especiarias viria a nascer um café, não apenas lisboeta, mas do mundo.

Da montra de vidro, espreitei o pé direito alto suportado pelos três arcos e as paredes de pedra. Estavam a chamar-me à atenção. O ambiente acolhedor e o serviço simpático fizeram-me ficar. As mesas são cidades e os recantos com sofás, divãs ou mesinhas de apoio conseguem ‘conduzir-nos’ a Marraquexe, Buenos Aires ou Viena. E à falta delas, não se acanhem, aqui é provável as pessoas juntarem-se umas às outras.

As paredes, essas são dos livros. Destinados, sobretudo, ao bookcrossing, aquele conceito maravilhoso que passa por deixar um livro num determinado local para que outros o possam encontrar, ler e desfrutar. Em vez de padecerem numa qualquer prateleira de casa é, assim possível democratizar o acesso à cultura tornando a leitura um prazer verdadeiramente universal. Claro que os jornais e revistas também cá moram, nacionais e internacionais, sempre atuais e para a livre consulta dos clientes. Assim como o acesso à internet via wireless.

Mas estes são meros acompanhantes do mais importante que cá se faz. No ‘Pois, Café’, as bebidas e refeições ligeiras com especialidades portuguesas e austríacas são o que têm tornado deste local um verdadeiro ponto de encontro entre amigos, tanto para uma tarde bem passada como para um brunch aos sábados e domingos.

As tostas, saladas, tapas e sobremesas, como sachertorte (bolo de chocolate), gugelhupf (parecido com bolo mármore) ou apfelstrudel (de maçã), são algumas das delícias que fazem os clientes regressar.

Este é mais um espaço que a velha nova Alfama viu nascer e que está para ficar. Ah, e não se admire se de repente, no meio da sua conversa, tertúlia ou leitura sentir um irresistível cheirinho a bolos acabados de fazer… afinal, este não é um sítio para virem as pressas, deixem-se ficar!

Mais informações:

www.facebook.com/pois.cafe

www.poiscafe.com

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TUK TUK, WHO’S THERE?

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São pequeninos mas trabalhadores. Dinâmicos, dão nas vistas e os turistas adoram-nos!

Estão prontos em qualquer ocasião e geralmente os seus feitos tornam-se memoráveis; seja em percursos turísticos, casamentos, festas de empresas, ou simplesmente, vagueando pelas ruas da cidade. Profundamente conhecidos na Índia e Sudoeste asiático, chegou agora a altura de fazerem furor em Portugal. Ainda não sabem do que estou a falar?

Bingo! Em cheio! Daquele maravilhoso triciclo com cabine para transporte de passageiros, que anda a invadir Lisboa e que até teve o privilégio de transportar os jovens casais nos Casamentos de Santo António, deste ano.

Foi nesta cidade maravilhosa que me cruzei com eles. Vinham animados, com um design incrível, (e tão tipicamente português), a largar charme pelas ruas de Alfama.

É, sem dúvida, uma forma original e divertida de conhecer este bairro tão (a)típico, sem desgastar as vossas formosas pernas com os altos e baixos característicos da cidade das sete colinas. Vão onde quiserem, desde que vá. Descubra os principais miradouros da capital, porventura, a bordo deste veículo. Visitem, conheçam, sintam o pulsar da cidade e dos bairros lisboetas!

Se estão que não se aguentam para experimentar esta forma de conforto, segurança e diversão enquanto desfrutam da cidade, basta visitarem o site da TUK TUK Lisboa: http://www.tuk-tuk-lisboa.pt, e estarem recetivos a pagar 60euros por (uma) hora.

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CRUZ(ES), CREDO, CANHOTO!

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Este local é de pecado mas vale a pena prevaricar. É que a gula mora aqui, com a Sé mesmo ao lado. Só que em tempo de excessos as superstições podem ficar trancadas a sete chaves. Que é o mesmo que dizer deem corda aos sapatos e passem por cá antes que as festas da cidade terminem.

Deixem as sardinhas descansar, recuperem das marchas e arraiais e parem para ouvir outra música. A nova velha Alfama tem tanto para oferecer que um mês seria pouco para desembrulhar todos os presentes que por aqui continuam a aparecer.

O ‘CRUZES CREDO’ é um deles, um café-bar vintage, preparado para todo o tipo de visitantes. Estão abertos da manhã à madrugada, entre as 10h30 e as 2h, e servem brunches, almoços, lanches e jantares.

Podem apreciar da comida rápida, como hambúrgueres ou sanduíches, à Soul Food (tão típica do sul dos Estados Unidos) ou ainda comida vegetariana… aqui encontram de tudo. E porque não passar e beber apenas um café ou tomar uma bebida? Apesar dos petiscos serem um belo chamariz, parece que também têm o pior bolo de chocolate do mundo…mas não pode ser assim tão mau! Quem se atreve a vir experimentar?

Rua Cruzes da Sé, 29. Tel: 218822296.

Mais informações: https://www.facebook.com/cruzescredo

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CHÁ, CAFÉ E MERCEARIA FINA

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Esta é uma daquelas casas que me fez recuar no tempo. Desde o seu alto pé direito, à traça dos móveis pintados com tinta de óleo amarela, à disposição dos alimentos, cheirinho da fruta e legumes frescos ou à atmosfera mística que se respira. Tudo leva a crer que o tempo por aqui não passou. E ainda bem. Há coisas que ganham se não ‘lhes’ tocarmos.

Se contabilizarmos o tempo em que foi armazém, promovido depois a mercearia… do avô, do pai, e hoje, do filho, já lá vão mais de cem anos. Sessenta dos quais nas mãos desta família. José Luís Alves, 61 anos, é o proprietário da CASA ALVES. Não me conhece, mas sabe que não quero comprar, a máquina pendurada no (meu) pescoço não esconde a vontade de o fotografar. Recebe-me bem e responde com um sorriso a todas as curiosidades alheias.

Designa-se ‘a melhor do bairro’ e não deve ser à toa. Talvez por concentrar do melhor que há no universo das mercearias: dos vegetais, aos enlatados, ao chá e café, e olhem que este não é um qualquer! É o Café São João, ‘deve ser bebido de dia e ao serão. Moído na ocasião’. O painel pintado com a representação de uma ilha com árvores de cafezeiros não deixa qualquer dúvida.

Em tempos era moído na máquina que hoje está ao serviço da montra, ladeada pela bomba de azeite…é uma mercearia portuguesa, com certeza, mas mais podia ser um museu, daqueles cheios de histórias para contar. Em que bastaria pegar numa maça, cheirá-la e, por instantes, recuar no tempo, assistir a conversas passadas, experimentar produtos já finados e recordar embalagens que saíram de circulação. Era ou não era uma grande ideia? Já imaginaram, regressar ao tempo em que os telefones eram como o 87 05 02, e em que ainda se podia comprar fiado sem ser acompanhado pela mãe aos 90 anos?

Já nada disto é possível mas ela por cá permanece, e é a mais típica de Alfama, na rua S. João da Praça, 112, perto da Sé de Lisboa.

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FESTA SOBRE CARRIS

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Apaixonados pelo fado, amigos, moradores, vizinhos, turistas, motoristas, curiosos… pára tudo! Estão preparados para uma descida radical pelas colinas da cidade? Quer dizer, não é bem radical…será mais, vá, pronto, diferente? E do mais castiço que pode haver?

É que, em boa verdade, os palcos são onde os artistas quiserem. E onde o público parar para os ver e ouvir. Assim sendo, e partindo deste princípio, a organização das Festas da Cidade decidiu ‘dar música’ aos passageiros do mítico elétrico 28E (e 12E, também) levando a bordo fadistas que presenteiam os passageiros com as suas (belas) vozes. Tudo pelo preço de um bilhete normal. É ou não é a melhor ideia do mundo?

Programa do elétrico 28, com fadistas ‘on rails’, pelo percurso do Martim Moniz aos Prazeres:

Dia 24 junho: 17h

Dia 25 junho: 13h

Dia 26 junho: 17h

Dia 27 junho: 13h

Dia 28 junho: 17h

Esta ação do ‘Fado nos Elétricos’ é parte integrante da iniciativa ANDAR EM FESTA, um programa a decorrer durante todo o mês de junho que leva a música e o teatro aos transportes públicos da cidade de Lisboa. Táxis, barcos, ascensores, autocarros, metropolitano, comboios e elétricos transformam-se em palcos para as performances inesperadas. Saibam os detalhes do programa aqui!

Atenção que as filas que são enooorrrrmeeessss… se querem mesmo garantir lugar, o melhor é assentarem nestas paragens com alguma (grande) antecedência.

Boa viagem!

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ALFAMA, THE HAPPY ONE

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E se alguém (ainda) tinha dúvidas, ontem ficaram dissipadas. Mais uma vez, Alfama foi a grande vencedora da 81ª edição do Desfile das Marchas Populares de Lisboa, estando cada vez mais perto de arrecadar este título por duas dezenas de vezes.

Na festa que celebrou os 500 Anos do Encontro Cultural Portugal/China, o quinto centenário da construção do Bairro Alto e o 125 aniversário do nascimento de Fernando Pessoa, Alfama alcançou a melhor classificação, entre as 20 marchas em competição. Distinguindo-se nas categorias de coreografia, cenografia, figurino e desfile da Avenida, perfazendo um total de 254 pontos.

«ALFAMA GANHOU!!! ORGULHO!…» foi o que o padrinho convidado deste ano, João Paulo Rodrigues, apresentador de ‘Não Há Bela Sem João’,  registou no seu mural do facebook. E também Raquel Tavares revelou ontem, no concerto da Festa do Fado no Castelo de São Jorge, o seu contentamento por ser madrinha desta marcha; ‘foi um sonho que sempre tive’, disse a fadista.

A Avenida da Liberdade encheu-se de música, alegria e cor nesta festa que deixou de ser só dos portugueses para passar a ser do mundo, e foi uma satisfação estar lá para ver! Na altura dos festejos, os termómetros subiram e só mesmo uma cerveja lisboeta para repor a temperatura.

Em competição estiveram também as marchas de MOURARIA, BICA, GRAÇA, CASTELO, Marvila, Alto do Pina, Penha de França, Bairro Alto, Ajuda, Lumiar, Benfica, Alcântara, São Vicente, Olivais, Belém, Beato, Madragoa, Carnide e Santa Engrácia, apesar de… Alfama ser (mais) LIIINNNNNNNNNDDDAAAAAAA!

Mas todos estão de parabéns, porque todos SOMOS LISBOA!

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SANTOS DA CASA É QUE FAZEM MILAGRES

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Um dia, ao meditar à beira mar, os peixes juntaram-se a seus pés para ouvi-lo. Dizem, também, que restaurou o pé a um jovem. E que numa pregação diante do papa, e outros cardeais de diferentes nações, cada um dos presentes ouviu a pregação na própria língua materna. Isto, para citar apenas alguns dos seus milagres. A devoção popular colocou-o entre os Santos mais amados e as grandes festas da cidade de Lisboa são em honra d’Ele.

Reza a lenda que Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo (nome de batismo) era um admirável pregador e padroeiro dos indefesos: dos amputados, dos animais, dos estéreis, dos barqueiros, dos velhos, grávidas, pescadores, agricultores, viajantes e marinheiros… palavras para quê? É um padroeiro português!

Figura invocada tantas vezes quando se deseja encontrar coisas perdidas ou conseguir casamento. Por ser um Santo ‘casamenteiro’, a Câmara Municipal de Lisboa passou a organizar, na Sé Patriarcal de Lisboa, o matrimónio de alguns jovens nas vésperas dos dias 13 de junho, atual feriado municipal, e momento alto das festividades da cidade. São os tão afamados ‘Casamentos de Santo António’.

Além da cerimónia ser integralmente da responsabilidade da CML, este ano, e pela segunda vez consecutiva, os noivos recebem uma oferta especial, um Santo António de autor, da casa Arte da Terra, situada mesmo ao lado da Sé, no Largo de Santo António da Sé, a poucos metros da casa onde Fernando Taveira Azevedo nasceu.

Quase 800 anos depois da sua morte esta loja de artesanato volta a homenagear o padroeiro de Lisboa com mais uma exposição, reunindo peças alusivas ao Santo mais famoso do País. Das mais conservadoras às mais contemporâneas, com autoria de 100 artistas diferentes.

Se passar perto da Sé aproveite ainda para visitar o Museu Antoniano – que exibe liturgias, gravuras, pinturas, cerâmicas e outros objetos que evocam a vida do Santo – anexo à pequeníssima Igreja de Santo António que, ao que parece, é o místico local onde nasceu o padroeiro. Por ter ruido no grande terramoto de 1755 começou a ser tradição, nesta igreja, fazer tronos a pedir moedinhas para o Santo António para o reconstruir. E, claro, como pode imaginar, em tempo de Santos Populares a tradição da moedinha perdura… Vai uma moedinha para o santo António?

Mais informações:

www.aartedaterra.pt

Museu Antoniano: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150197902973870.314797.162526303869

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ESTA LISBOA QUE EU AMO

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– Óh menina, quer almoçar?

– Venho só falar consigo, estou a trabalhar…

– Se não é boa para comer, não é boa para trabalhar. (A)sente-se mas é e coma qualquer coisinha.

Bem, se é para explorar Alfama, há que sentir o verdadeiro espirito das festividades dos Santos Populares, e hoje apetece-me experimentar algumas das especialidades do Santo António, quer dizer… da Tininha de Alfama, do Sr. Rui do cantinho da Aida ou do Retiro Mãe e filhos. Porque se há coisa que o Santo António já não deve fazer é estar de roda da grelha a assar o melhor chouriço da região ou as tão afamadas sardinhas. Uma coisa é certa, umas suculentas bifanas, uns pastelinhos de bacalhau ou um caldo verde, calhavam que nem ginjas!

O que eu gosto mesmo é de saborear tudo isto rodeada das imensas barraquinhas por aqui espalhadas, das casas típicas inundadas de cor, das roupas penduradas em todos os estendais no meio da fumaça e com o fado ou a música popular como som de fundo. Há lá coisa mais castiça?

E mais genuína, também. É que por aqui, tudo passa de pais para filhos e netos. O ‘Retiro Mães e filhos’, no Largo de S. Miguel, não foge à exceção, tem mais de 80 anos e hoje é uma homenagem à mãe de Paulo Costa: “O negócio era da minha avó, e depois passou para os meus pais, agora quem está tomar conta disto sou eu, com a minha mulher. Durante estes dias vamos ter música popular e arraial depois do jantar. A partir do dia 20 passamos a ter também sessões de fado vadio.”

Depois de acertar o relógio à barriga só me falta esperar pelos arraiais, que são pontos (especialmente) fortes da véspera do feriado. Eles, as sangrias e as cervejas, o melhor é começar já a tomar opções, escolha o sítio certo para entrar pela noite e deixe-se levar pelas batidas do coração de Alfama.

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“BOAS, BELAS E FRESQUINHAS”, À MANEIRA DOS CHEFS

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Frescas, fumadas, ao sal, no forno, marinadas, assadas…são tantas as maneiras possíveis de cozinhar as sardinhas que o melhor mesmo é deixarmos a tratar do assunto, quem sabe. Eu cá não me meto. A menos que me chamem. E se for para trincá-las, preferencialmente.

São eles, os chefs, os ‘cabecilhas’, os lideres e experts… que se vão chegar à frente e apresentar as suas melhores receitas com sardinhas no Centro de Artes Culinárias, no Mercado de Santa Clara. Tudo vai acontecer num evento que visa mostrar que a tradição gastronómica portuguesa está (bem) viva, e recomenda-se, especialmente em época de Santos Populares.

“Olha a sardinha, boa, bela e fresquinha”, é o mote para esta festa, junto à ‘Feira da Ladra’, mas que vai acontecer às quartas-feiras (e não em dias de feira), mais concretamente a 12 e 19 de junho. Além da apresentação de ementas, a iniciativa contempla, ainda, uma degustação ‘cega’ e conversas em torno da mesa, sobre a sardinha e seus pratos típicos.

Estando o Mercado de Santa Clara desativado com essa função, dedica-se desde há uns tempos a exposições, workshops, conferências, e outros projetos com crianças. Nesta iniciativa em concreto, a primeira quarta-feira do evento levará ao Centro de Artes Culinárias o chef André Magalhães (da Taberna das Flores) que irá apresentar uma ementa com sardinhas fumadas, sardinhas ao sal e sardinhas marinadas em ‘pickle’. Por sua vez, dia 19, a mesa vai estar por conta do chef Henrique Vaz Pato (da Cantina Lx) com uma apresentação sobre a indústria conserveira nacional.

A ação vai acontecer entre as 18h e as 19h30 e está aberta a todos quantos queiram participar, mediante o pagamento de 15euros por pessoa.

E o que tem tudo isto a ver com a fotografia dos alguidares pendurados no teto? Absolutamente nada! Referiam-se à anterior exposição patente no Mercado e os senhores acharam por bem deixar ficar. A verdade é que foram eles – os alguidares – que me fizeram entrar. Não que me apetecesse perdidamente utilizá-los para lavar ou amassar qualquer coisa mas, ao longe, pareceram-me enfeites dos Santos Populares. 

Desfeita a confusão, já sabe, não se deixe intimidar, sente-se à mesa com os chefs, e participe nesta iniciativa bem portuguesa!

Mais informações: Centro de Artes Culinárias, Telefone: 218 853 211 / 218 860 077 ou na página de facebook, aqui !

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CASAMENTO(S) DO ANO COM SARDINHAS À SOLTA

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Para eles é o dia mais feliz das suas vidas. Para elas o reconhecimento da sua importância na cidade de Lisboa. As sardinhas costumam ficar ‘à porta’ mas este ano foram convidadas a entrar. Nada de uns para um lado e outros para o outro. Juntam-se todos na mesma festa, no mesmo edifício, na mesma ocasião. E o culpado foi o António Costa.

Os Casamentos de Santo António são uma das tradições populares mais relevantes da cidade de Lisboa e, uma vez mais, vão voltar a unir 16 jovens casais no dia 12 de junho. Para assistir à cerimónia o presidente da Câmara Municipal de Lisboa convidou 18 ilustres ‘convidadas’, de 1,65m, (que já estão nos Paços do Concelho), e foram executadas pela Ponto LX.

Falo de peças de autor pensadas e produzidas pela Joana e Inês Areal Silva – mãe e filha, respetivamente – proprietárias da loja de artesanato contemporâneo situada junto à Sé de Lisboa. Mas se só hoje ouviu falar neste espaço, ou nas suas ex libris, saiba que não é de agora que estão a dar nas vistas… Estão por aqui há sete anos e, há dois consecutivos que estas sardinhas em tecido são selecionadas para integrar o Concurso Sardinhas Festas de Lisboa, da EGEAC (empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), que este ano recebeu, somente, 6.446 propostas, de 53 nacionalidade concorrentes.

É com orgulho que Inês vê as tradições portuguesas ganharem forma nas curvas dos seus tecidos, e originalidade dos seus padrões mas, sobretudo, a fazerem parte integrante da decoração da cerimónia civil dos Casamentos de Santo António.

Para ver uns vídeos divertidos das ‘sardinhas por Lisboa’ (ou saber mais sobre a Ponto LX, R. de Augusto Rosa, 23), visite: https://www.facebook.com/ponto.lx.

Saibam também o que esperar nos bairros do Castelo, da Bica, Graça e Mouraria. Tudo no âmbito do projeto SOMOS LISBOA, em: http://www.sagres.tv/pt/santos.aspx

 

DOMINGO(S). DEZ DA NOITE. UMA GUITARRA NO CHAFARIZ

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Diz quem sabe que é o chafariz mais antigo de Lisboa. O Largo do Chafariz de Dentro, na freguesia de S. Miguel, está inserido numa das praças mais importantes do bairro de Alfama. Foi construído há coisa de oito séculos e, pasme-se; junto à praia, embora, do lado de dentro da muralha Fernandina – (Ai, o que eu dava para me meter numa máquina do tempo e dar uma espreitadela aos dias de praia daquela época…).

Parece que do lado de fora da muralha, existia outro, e esse sim, assumidamente conhecido por ‘Chafariz da Praia’, mas que fora demolido no século passado. Dizem os antigos que um destinava-se à população e o outro a dar de beber aos cavalos.

Bom, com cavalos ou sem cavalos, o que importa saber é que o ‘forrobodó’ continua, e nas mesmas paragens. É que nós somos gentes de convívio, e este Largo, tão dado a ajuntamentos, é o local ideal para confraternizações fora de horas, troca de culturas e partilha de emoções. O que querem? É assim o nosso Fado. E em tempo de Santos Populares, este Fado é bem levado a sério.

Durante todo o mês de junho o Largo vai ser palco de concertos gratuitos, ao ar livre, e com os melhores artistas portugueses, daqueles que até acompanharam a Amália antes de a diva partir.

Os concertos começaram dia 2, com João Alvarez, Tiago Inuit e Ana Bobone. Agora, segue-se o seguinte programa das festas:

Dia 9. Sidónio Pereira A sua escola é a da guitarra portuguesa. Toca música tradicional, ligeira portuguesa e outras tantas sonoridades. Desta vez, sobe ao palco com o músico e compositor Jorge Fernando e a fadista Yola Dinis.

Dia 16 Jun. Custódio Castelo Gosta de reinventar o fado. Utiliza linguagens que vão das mornas ao tango e ao jazz.

Dia 23 Jun. António Chainho O grande. Dispensa apresentações. Representou Portugal nos quatro cantos do mundo e tocou com José Carreras, Maria Bethânia ou Adriana Calcanhoto, para citar apenas alguns exemplos internacionais.

A não perder!

Saibam também o que esperar nos bairros do Castelo, da Bica, Graça e Mouraria. Tudo no âmbito do projeto SOMOS LISBOA, em: http://www.sagres.tv/pt/santos.aspx

 

ONTEM E HOJE, AS MARCHAS POPULARES

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– Á-ÁÚÚ!

– Áua fresquinha!

– Ááááuuga! Ááááuuga!

São eles, os aguadeiros. Anunciam a sua presença gritando os famosos pregões. Carregam barris de água e vendem-nos nas cidades. Elas, saloias, trazem grandes trouxas à cabeça, arregaçam as mangas e lavam a roupa caseira em tanques, poços e rios. São as lavadeiras.

Hoje, eles e elas regressam a Lisboa, numa homenagem ao passado que se debruça nas ‘gentes de trabalho’ de Al-hamma, que é como quem diz, no século XXI; Alfama. Foi este o tema escolhido para as marchas populares do bairro mais típico da cidade – as ‘profissões do bairro’. Elas, as marchas, são as rainhas da festa e, embora as conheçamos nestes moldes desde 1932, já se realizam, na realidade, desde o século XVIII, com nuances de diferença aqui e ali, até aos dias de hoje.

Mas… e se voltássemos atrás? Se falássemos com quem deu estes passos no passado, ‘marchando’ com orgulho e emoção? E que hoje, faz questão de assistir aos desfiles sem perder pitada?

“Não sei ler nem sei escrever, nem na pena sei pegar, sei contas de diminuir sem uma letra errar.” Foi assim que me receberam. Com humor. Com ditotes e provérbios. Henriqueta Batista não falha um. Tem ‘memória de elefante’. É divertida e cheia de sentido de humor. Faz as outras rir ao falar das marchas enquanto solta máximas e versos. Mas vamos lá a apresentações:

Viriato Santos, 64. Henriqueta Batista, 50. Maria Luisa, 78. Leandra de Correa, 46 e Diná Corvelo, preferiu não dizer a idade. Moradores de Alfama, de há décadas. Saudosistas e atentos aos afazeres dos que os rodeiam. Todos marcharam, em tempos. Hoje gostam de se reunir do Largo do Chafariz de Dentro e conviver. Falam das marchas com carinho e orgulho dos dias em que representaram o bairro. Agora aguardam com expectativa o que está preparado para o desfile deste ano.

Tudo será revelado dia 9, pelas 21h30, no MEO Arena, antigo Pavilhão Atlântico, e depois, dia 12, na Avenida da Liberdade. Numa noite onde os 500 Anos do Encontro Cultural Portugal/China; o quinto centenário da construção do Bairro Alto e o 125º aniversário de Fernando Pessoa vão marcar esta 81.ª edição das Marchas Populares de Lisboa. Tudo, nesta festividade que habitualmente enche as ruelas do bairro e se ouve por todo o lado: ‘Ié, ié, ié, Alfama é que é!’

Saibam também o que esperar nos bairros do Castelo, da Bica, Graça e Mouraria. Tudo no âmbito do projeto SOMOS LISBOA, em: http://www.sagres.tv/pt/santos.aspx

 

CELEBRAR OS SANTOS ‘À MODA ANTIGA’

Barbearia

As vozes na rua, a agitação dos carros, o clique das máquinas fotográficas a disparar e, sobretudo, os turistas a tentarem arranhar o português na procura de uma rua qualquer, são (boas) energias suficientes para apanhar o 28 e ‘enfiar-me’ no olho do furacão. Gosto das ruas assim, num alvoroço, com pessoas, com vida. Desfrutei do elétrico, desci no coração do bairro e segui os enfeites pendurados nos cabos elétricos. Foram eles que me trouxeram até aqui. Não ia cortar o cabelo, muito menos fazer a barba ou aparar o bigode, mas deixei-me seduzir por esta barbearia e tive (mesmo) de entrar. É fora do convencional. Vintage. E, acabadinha de abrir portas, tem apenas três meses de vida. Mas o que é que uma barbearia pode ter a ver com Santos Populares? Ora, tudo, não está claro?

O projeto ‘desenhado’ pelos gémeos Bruno e o Ângelo Oliveira também faz a ponte entre o presente e o passado. Também encontra a tradição com o século XXI. E também mantém os hábitos do passado alinhados com as necessidades dos dias de hoje. Cortam o cabelo e a barba ‘à maneira antiga’, com o pincel, o sabão e a navalha bem afiada. E, como todos, também querem celebrar os Santos da melhor maneira, por isso, propõem uma maneira diferente de carregar baterias ou, de encher o depósito, que é como quem diz… ‘encostar à boxe e tomar um copo’. Vão preparar uma banca especial com bebidas frescas nas noites mais concorridas, (como a da véspera do feriado de Santo António), sem nunca destoarem no seu estilo retro.

Um spot original, cool e despreconceituoso que pode ser uma boa aposta numa passagem pelas festas de lisboa sem ficarem ‘depenados’. Rua dos remédios, número 27, perto do Museu do Fado.

Agora, se sempre desejou ter um bigode à Eça de Queirós, Nietzsche, Fernando Pessoaou, quem sabe, fazer um corte mais radical, sugiro que não espere pela noite mais agitada de Alfama para conhecer esta pérola. Fazem deslocações ao domicilio e estão abertos  das 8h às 19h (com exceção dos domingos).

 Aproveite para se inspirar em: https://www.facebook.com/barbearia.oliveira.7?fref=ts, mas atenção, aviso já que é só para homens de barba rija

Mas porque as Festas de Lisboa vão estar por todo o lado, saibam também o que esperar nos bairros do Castelo, da Bica, Graça e Mouraria. Tudo no âmbito do projeto SOMOS LISBOA, em: http://www.sagres.tv/pt/santos.aspx

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