Performing Architecture em Lisboa

Há muito que o edifício me despertava a atenção, sobretudo, desde a sua remodelação. As minhas passagens fugazes ainda não me tinham permitido observar com detalhe o seu interior e perceber como o design, inovação e sustentabilidade ‘casam’ tão bem com os traços clássicos de um antigo palacete.

Falo-vos do Roca Lisboa Gallery, o edifício situado na Praça dos Restauradores que serve não apenas de espaço de exposição de produtos e acções culturais da Roca (empresa de produtos para o espaço de banho, pavimentos e revestimentos cerâmicos destinados à arquitetura), mas também e, mais surpreendente, de local de exposições, apresentações, debates, colóquios e tantos outros encontros, abertos ao público em geral. Fiquei agradavelmente surpreendida quando ontem, na apresentação oficial de PERFORMINGARCHITECTURE, um projeto associado da Trienal de Arquitetura de Lisboa, pude conhecer por dentro e por fora todo o palacete.

Recorde-se que os diferentes Roca Gallery, de Londres, Barcelona, Madrid, e mais recentemente, Shangai, veiculam esta vontade, oferecendo um ponto de encontro a interioristas, designers e arquitetos do mundo inteiro.

O projeto apresentado ontem arrancou oficialmente hoje e decorrerá até ao dia 15 de dezembro. Ariadna Cantis, a arquiteta comissária da iniciativa, deu a conhecer juntamente com o Coletivo PKMN e Pedro Bandeira, (outros dois mentores destas performances), todo o projeto. A proposta foi transformar a cidade de Lisboa numa espécie de laboratório onde o resultado não são produtos terminados mas sim performances, instalações espaciais e ações urbanas.

A iniciativa arrancou hoje, dia 7 de novembro, com a performance “SUPER HATCH”, Largo de São Domingos, no Rossio, pelas 10 da manhã até às 20 da noite. A autoria é do colético PKMN e propõe uma reinterpretação analógica em escala real de uma destas ferramentas gráficas digitais: Cad Hatch Patterns.

Por sua vez, o arquiteto português Pedro Bandeira irá apresentar, pelas 21h30, na Praça da Figueira, “THE FUTURE IS THE BEGINNING”, uma performance que levará os intervenientes a voltar atrás no tempo e refletir sobre os valores estéticos e éticos da cultura grega. Uma espécie de homenagem pelo facto de terem sido os gregos a inventar os concursos públicos. A proposta aqui foi construir uma réplica em esferovite de uma coluna dórica, à escala real, com seis metros de altura e desmontável em 26 partes, que será transportada até ao Miradouro de Nossa Senhora do Monte. Se quiser ainda está a tempo de assistir.

Por fim, Luís Urculo, encerrará a iniciativa, a 15 de dezembro, com “LET THE THINGS GO DOWN TO GO UP TO GO DOWN TO GO UP TO GO DOWN”. Aqui, um conjunto de intervenientes decidirão como demolir uma determinada construção já existente, como o objetivo de a reconstruir. Esta performance acontecerá no Salão Nobre do Palácio Sinel de Cordes, sede da Trienal de Arquitetura de Lisboa.

Mais informações: www.trienaldelisboa.com/pt/www.rocalisboagallery.com

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