Nutrição infantil: Não seja a ‘bruxa má’ lá de casa

Texto de autoria de Joana Gonçalves:

Nos dias de hoje a obesidade e o índice de excesso de peso registados nas (nossas) crianças é, cada vez mais, frequente e elevado. O estímulo para que optem por escolhas alimentares mais saudáveis, deve, antes de mais, partir de nós, de forma a que o crescimento e desenvolvimento dos ‘nossos filhos’ sejam o mais equilibrado possível. Os mais novos não devem, naturalmente, ser submetidos a dietas rigorosas, (salvo casos excecionais como alguma doença que o exija), mas algumas pequenas ‘boas práticas’ podem começar, desde logo, a ser implementadas. Aqui ficam algumas sugestões:

1. Em primeiro lugar, todos os membros da família, sobretudo as crianças, devem ter um papel ativo na preparação das refeições. E tal pode começar logo na seleção dos alimentos na hora de ir ao supermercado. Fazê-los sentir parte integrante das tarefas rotineiras ajudá-los-á a compreender todo o processo que uma refeição implica e as ter noção das inúmeras possibilidades (mais saudáveis) que existem ao nosso dispor na hora das compras.

2. É recomendável que as refeições sejam planeadas, preferencialmente feitas em casa, e tal como já referido, em conjunto, proporcionando assim um ambiente tranquilo e de bem-estar a todos os envolvidos. Além disso, trás a mais-valia de uma forma de convívio entre todos e a satisfação de comer de forma relaxada, e consequentemente, mais devagar – característica fundamental quando falamos em gestão de peso.

3. Seja um exemplo para todos. Evite o grande argumento que as crianças tanto gostam: ‘Se tu não comes,  por que é que eu tenho de comer?’

4. Como todos sabemos as crianças necessitam de uma estimulação  constante, e com a alimentação não é diferente. Recorra a tudo o que for preciso a pensar no benefício que trará para ela. Uma estimulação ‘à mesa’ poderá passar por utilizar recipientes, pratos ou talheres divertidos, e até mesmo, fazer brincadeiras que resultem em escolhas alimentares saudáveis. Sabia que muitas birras podem ser evitadas se proporcionar à criança um momento de refeição agradável e divertido? (Ao invés de monótono, aborrecido e rotineiro…)

5. Nunca utilize a comida como castigo ou prémio. Esta solução é apenas aparente não os ajudando a aprender a tomar opções saudáveis e de longo prazo. Pelo contrário fará a criança pensar que tem o ‘direito’ a uma recompensa sempre que está a optar por um alimento saudável! O que é totalmente contraproducente.

6. Reduza o consumo de gorduras. Já toda a gente sabe que, em grandes quantidades, são verdadeiramente prejudiciais para a saúde (e não apenas das crianças), além de serem uma grande fonte calórica. Opte por fornecer à sua família alimentos magros, como a carne de aves.

7. Não retire todos os alimentos que proporcionam algum prazer à criança, seja moderada e não a bruxa malvada! O segredo está no equilíbrio.

8. Pense na hidratação… por elas. Incentive a ingestão diária de 2 litros. Isto tem uma importância extrema, nomeadamente quando falamos em crianças uma vez que estas raramente se apercebem de que estão com sede e devem beber água. Muitas vezes, a espera é demasiado grande e quando ‘se lembram’ já se encontram desidratadas. Sinais como olheiras, pele e língua seca, cansaço constante, moleza, urina pouco frequente e em quantidades reduzidas, são alguns dos sintomas da desidratação. É de notar que em pessoas ativas, ou crianças, com toda a atividade diária a que estão sujeitas, as perdas hídricas são grandes, sendo fundamental a sua reposição.

Créditos: http://bippityboppityboo.tumblr.com

Joana Gonçalves.

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