Guia: Mudar de casa em 13 passos!

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As motivações para mudar de casa podem ser as mais diversas, umas boas e empolgantes outras nem tanto… Contudo, a logística que uma mudança destas exige é comum a qualquer uma das situações e requer alguma programação se queremos que tudo ‘corra sobre rodas’.

No meu caso, a família aumentou e, aquela que era uma casa adequada para um casal, começou a revelar-se pequena… Já sabemos que Lisboa está na moda e, felizmente, para nós, saímos beneficiados com esta circunstância. Vendemos o imóvel rápido e bem, como se pretende. A urgência em sair fez com que arranjássemos um local provisório para viver e estamos, agora, a mudar-nos para um bairro muito perto do ‘nosso’, o que nos facilita no caso do colégio,, etc, etc, etc… Enfim,  há toda uma nova logística à qual teremos de nos adaptar, mas sei que isso não será problema. Felizmente, a casa para onde vamos foi, recentemente, restaurada, o que ajuda à mudança. Numa segunda fase, com mais calma, serenidade e, sem pressões, pensaremos em algo mais definitivo. Até lá estamos rodeados de caixas, caixotes, sacos e muito trabalho!!!

Para não perder tempo vou tentar seguir este meu próprio texto que havia escrito há uns anos. Um GUIA infalível para que a tarefa não seja assim tão penosa! Se estiverem em circunstância semelhante basta seguirem estes 13 passos:

1. Comecem por recolher o máximo de caixas e caixotes que conseguirem. Irão, garantidamente, necessitar deles e são, até à data, a maneira mais eficaz de tudo ficar organizado. A fita adesiva vai ser, igualmente indispensável, para armazenarem tudo com segurança, Assim como, os marcadores para identificar o que cada caixa tem e, quem sabe, a que divisão se destina.

2. A árdua tarefa de empacotar as suas coisas deve ser feita alguma antecedência. Um mês antes é o mínimo recomendado, sobretudo se tiver apenas os finais de tarde e fins de semana reservados para esta tarefa. Acreditem que aquilo que parece ser rápido pode transformar-se em algo eterno, sobretudo porque o ideal será (em simultâneo) irem fazendo as escolhas daquilo que querem, ou não, aproveitar.

3. Lembrem-se de que algumas coisas podem ser transportadas com a ‘prata da casa’, isto é, por que não aproveitar os seus tupperwares de cozinha para empacotar talheres, produtos de casa de banho ou outros utensílios de pequena dimensão? Também os lençóis ou cobertores velhos podem servir para acondicionar espelhos, quadros, e proteger a esquina de móveis. E sabia que as meias desportivas, enroladas, são excelentes para preencher os espaços vazios dentro das caixas que contêm objetos frágeis?

4. De forma a evitar que a casa fique ‘de pantanas’ o ideal é fazerem divisão por divisão. Comecem pela que for menos utilizada e por ai fora… Não saiam de lá enquanto a mesma não estiver totalmente vazia, com os móveis desmontados e prontos para serem transportados. Sugiro que deixem a cozinha e casa de banho para último, por motivos óbvios. Ah, e muito importante: Guardem num saco de plástico transparente os respetivos parafusos e peças soltas que servirão depois para afixar nos próprios móveis.

5. Saibam aproveitar. Há coisas que embora não sendo novas, podem (e devem) perfeitamente ser reaproveitadas: edredões, cobertores, utensílios de cozinha… Casa nova nem sempre significa TUDO novo.

6. Vendam, doem e reciclem. Desfaçam-se do que, efetivamente não lhe faz falta, mas de forma criativa. Deem aos seus objetos uma segunda oportunidade, que é como quem diz… Uma segunda vida!

7. Reúnam algum material de reserva, ou seja, alguns objetos que irão fazer-vos falta até ao dia da partida: Carregador de telemóvel, toalhas de banho, lençóis, mudas de roupa e produtos de higiene.

8. Está na altura de decidirem quem vai fazer o transporte de tudo. Os amigos? Alguma empresa especializada em mudanças? Analisem os prós e contras de cada caso e decidam em função das vossas necessidades/possibilidades. Ambas as soluções necessitam de saber a data da mudança com alguma antecedência, portanto, não esperem para empacotar a última caixa para tomar esta decisão.

9. Descubram a medida certa. Não procurem encher as caixas à força. Caixas muito cheias rebentam facilmente, danificando o que está no interior. Por outro lado, deixá-las pouco cheias é igualmente perigoso pois podem, facilmente, ser ‘esmagadas’ pelas mais pesadas durante o transporte. Tenham presente a seguinte lógica: objetos pesados em baixo, os mais leves em cima, num total de 20kg. Este é o peso máximo recomendado por cada caixa.

10. Eletrodomésticos: Verifiquem junto do manual de instruções de cada um, se além de devidamente limpos, necessitarão de outros cuidados especiais ao serem transportados.

11. Sempre que possível levem a roupa em malas de viagem ou sacos grandes. Dobrem os cortinados para uma deslocação mais fácil e enrolem tapetes e carpetes.

12. Se tiverem plantas, transportem-nas apenas na ‘última viagem’, e se possível, numa viatura própria. Todo o cuidado é pouco.

13. A despedida. Quando a carrinha estiver cheia e pronta para seguir até à nova morada, façam uma ronda por todas as divisões. Não se esqueçam de espreitar as gavetas, os armários, a garagem, o sótão e o quintal. Certifiquem-se de que nada fica trás antes de rumar à sua nova vida!

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