Tudo sobre HOME STAGING

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O conceito de Home Staging não é novo nos Estados Unidos da América mas em Portugal muitos poucos sabem do que se trata. Se tem casa e gostava de vendê-la ou arrendá-la, ou não tem mas gostava de ter…e, de preferência à sua imagem, o melhor é ler esta entrevista. A Carmen, a Catarina e a Margarida, criadoras da HOME STAGING FACTORY, esclarecem-nos sobre todas as mais-valias deste conceito inovador que já está ‘a dar cartas’ em terras lusas.

Se duvida que seja possível, através da decoração, acelerar a venda e o arrendamento de imóveis, então pare para ler, e VER, alguns dos projetos mais inspiradores executados por este trio cheio de talento.

– Nasceu nos EUA durante a crise imobiliária dos anos 70, do século XX. Mas o que significa, afinal, o conceito de Home Staging?

HSF: Significa literalmente “encenação da casa”. Na prática, é trabalhar a casa para que se torne mais atrativa, acolhedora, sedutora, apresentável e ´comercializável’. É potenciar os seus atributos de forma a maximizar o seu valor de mercado e rentabilidade. O objetivo é melhorá-la tornando o imóvel mais apetecível promovendo, assim, a sua venda ou arrendamento.

No fundo, Home Staging é uma ferramenta de marketing imobiliário, que utiliza técnicas de design de interiores e decoração para ”ajudar quem vende, agradando a quem compra”.

– E eis que em 2011 nasce a HOME STAGING FACTORY em Portugal…

HSF: Verdade, a Home Staging Factory nasceu em 2011 mas começou a ser concebida antes pela Margarida Diniz, que namorava o conceito desde 2008 e em 2010, juntamente com a Carmen Miranda, perceberam que andavam as duas a trilhar o mesmo caminho. A Catarina Diniz, acabou por desafia-las para avançarem com o projeto quando estava a desenvolver o plano de negócios do final do seu curso de empreendedorismo. Hoje, a missão da Home Staging Factory é transformar imóveis desinteressantes, descaracterizados e pouco apelativos em casas sedutoras, acolhedoras e que apaixonam!

– Foram as pioneiras em ‘trazer’ o Home Staging para o nosso País?

HSF: Na verdade quando iniciámos o projeto, o ‘home stagin’ ainda não existia em Portugal. E continua a ser um conceito novo, vai demorar alguns anos até ser percebido como uma mais-valia. O mercado ainda tem pouca maturidade no que se refere à apresentação dos imóveis e as casas que estão para venda ou arrendamento são mal apresentadas e pouco cuidadas. O imóvel ainda não é visto como um produto e não é trabalhado no sentido de agradar ao mercado. A Home Staging Factory partiu deste conceito mas tem vindo a adaptá-lo a outro segmento: do arrendamento turístico, onde a ‘encenação’ é trabalhada para proporcionar uma experiência a quem passa uns dias na casa.

– De que forma se diferenciam entre os vossos pares?

HSF: Pelos resultados conseguidos. As casas que passam pelas nossas mãos têm superado as expectativas dos clientes – arrendam-se rapidamente e por um valor superior. Após a nossa intervenção, conseguimos aumentar substancialmente a taxa de ocupação dos apartamentos, a taxa de conversão de pedidos para reservas e o valor da diária. Aliás, acrescentámos o nome ‘Factory’, por traduzir a área da produção, a integração dos serviços e o posicionamento de baixo custo quando comparado com os valores tradicionais do mercado da decoração.

Da esquerda para a direita: Margarida Diniz, Catarina Diniz e Carmen Miranda. Esta é a vossa equipa, a história da Home Staging Factory é escrita a ‘três mãos’.

– De que forma vocês se complementam?

HSF: O design de interiores, decoração e home staging é um processo criativo e construtivo que resulta melhor quando partilhado e discutido. Daí fazer sentido a equipa criativa trabalhar em dupla para debater ideias e chegar a soluções mais criativas e ajustadas. As designers são a Margarida Diniz e a Carmen Miranda, ambas licenciadas em Artes Decorativas Portuguesas pela Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva. A Catarina Diniz é formada em Comunicação Empresarial pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial e está mais ligada ao desenvolvimento do negocio, à área comercial e de comunicação da Home Staging Factory.

Homestaging equipafrente

– O objetivo deste projeto mantém-se o mesmo desde o início?

HSF: Inicialmente, o nosso sonho era transformar o mercado imobiliário em algo que fizesse sonhar! A maioria das casas à venda eram feias, descuidadas e pouco apelativas. Por isso, a intenção era trabalhar imóveis para venda e ajudar os proprietários a vender rapidamente e ao melhor preço. Depois começámos a perceber que o mercado ainda não estava preparado para investir nos imóveis para venda e começamos a trabalhar arrendamentos. Atualmente lidamos, essencialmente, com investidores e proprietários interessados na rentabilização dos seus imóveis.

– Os vossos serviços são muito completos. Dedicam-se à valorização do património imobiliário e preparação de casas para turismo. O que vos falta fazer, isto é, que lacuna gostariam de ver preenchida nesta área?

HSF: Gostaríamos (e já estamos a trabalhar nesse sentido) de desenvolver o mercado das casas “pronto-a-habitar”, ou seja, imóveis já mobilados e equipados, prontos a receber o comprador ou inquilino. Um produto orientado para investidores, expatriados, divorciados ou pessoas que não querem ter de se preocupar com a decoração de uma casa. Um produto ‘chave-na-mão’ em que o comprador ou o inquilino apenas tem que trazer os seus bens pessoais.

– Qual o procedimento quando adjudicam um serviço?

HSF: Numa primeira fase, solicitamos fotografias da casa e falamos com o proprietário para ter uma ideia das suas expectativas, objetivos, potencialidades da habitação e estimativa de investimento. De seguida, fazemos uma visita à casa, tiramos fotografias, pedimos plantas e reunimos com o cliente. Segue-se o desenvolvimento do projeto, a criação do moodboard e a elaboração de um orçamento detalhado. Após a adjudicação, marcamos o início dos trabalhos e entre duas a quatro semanas entregamos a casa pronta e com fotografias profissionais do imóvel.

– Como definem o vosso estilo de trabalho, em geral, e de decoração em concreto?

HSF: Somos pragmáticas, descomplicadas, rápidas, flexíveis e criativas. Arranjamos soluções inovadoras para cumprir o budget e timmings definidos. Como os nossos clientes estão focados na rentabilidade, nós temos que estar focadas na rapidez, custos de execução e atratividade do produto final. Em termos de decoração o nosso estilo é eclético e “camaleónico”! Trabalhamos casas muito diferentes e orientadas a targets e objetivos específicos (casas de praia, de campo, apartamentos urbanos…), portanto a decoração é adaptada ao ambiente onde a casa se insere e ao tipo de experiência que queremos proporcionar.

– Qual o perfil dos vossos clientes?

HSF: A maioria são investidores no mercado imobiliário que adquirem casas para rentabilização e proprietários que têm como objetivo a rentabilização e manutenção do seu património.

– Já tiveram como cliente algum arquiteto ou decorador de interiores? A pressão é maior?

HSF: Não, mas já tivemos clientes com muito bom gosto! Sim, a pressão é maior mas é também um desafio e um enorme prazer trabalhar com este perfil de clientes.

– E quando um cliente fica menos agradado, qual a forma de contornar a situação?

HSF: Por vezes surgem dúvidas e receios que o resultado final não vá ao encontro das expectativas e gosto pessoal do cliente. Nestes casos, tentamos perceber as suas inseguranças e relembramos o objetivo, o target e o budget alocado à intervenção. O que acontece, por vezes, é que os clientes têm dificuldade em olhar para as casas como um investimento e um produto que tem que agradar não a eles próprios mas sim ao target definido. Outra questão tem a ver com os valores de investimento. Muitas vezes os clientes querem tudo mas gastar muito pouco e isso é impossível, não há milagres. No entanto, e após conclusão dos trabalhos, o feedback tem sido muitíssimo positivo e de forma geral as expectativas do cliente são superadas.

– Qual a maior dificuldade no vosso trabalho?

HSF: O próprio mercado da venda de imóveis pelo retorno do investimento não ser tão rápido como nos arrendamentos. Por outro lado, é necessário um trabalho de ‘educação’ no sentido de fazer perceber a mais-valia do investimento no produto imobiliário antes da transação. Os clientes de um modo geral são céticos e sentem-se inseguros em avançar com o investimento, mas quando percebem que o retorno é positivo e rápido investem.

– As casas dos portugueses são…?

HSF: Muito clássicas e monótonas, os portugueses arriscam pouco…

– O que vai estar IN na decoração, em 2014? E o que vai estar OUT?

HSF: Não nos regemos por definições de IN e OUT. Normalmente, gostamos mais de utilizar o que está Out! Tentamos não seguir tendências mas sim aquilo que consideramos mais adaptado a cada situação. Claro que temos que nos cingir à oferta do mercado (stocks) e ao budget e timming do projeto, mas … para nós estão definitivamente OUT as treliças, as cores vibrantes e os lacados de alto brilho.

– É um negócio rentável?

HSF: Sim, se for bem controlado. Temos a vantagem de ter custos fixos muito baixos. Contudo, não tem uma rentabilidade elevada já que trabalhamos com margens pequenas e as intervenções que fazemos estão baseadas na mão-de-obra o que torna o negócio pouco escalável.

– Como classificam os vossos serviços monetariamente?

HSF: Para o serviço prestado – mobilar, decorar e equipar completamente uma casa em menos de um mês – diria que é um serviço de baixo custo, principalmente quando comparado com o retorno do investimento – em valor e rapidez. Só não classificaria como low cost pois os valores de investimento envolvidos são, por vezes, elevados.

– Têm alguma carteira de lojas com quem trabalhem frequentemente? Quais e porquê?

HSF: O nosso negócio é sobretudo orientado para investidores e por isso os nossos projetos têm sempre em conta a rentabilidade. Neste sentido, as nossas intervenções têm que ser rápidas e por isso trabalhamos essencialmente com lojas com stocks e preços acessíveis como o IKEA e a Área. Depois recorremos a fornecedores independentes para peças especiais, pontuais ou pormenores. É nestes pequenos fornecedores que conseguimos a diferenciação e originalidade.

– O que esperar do mercado (de venda e arrendamento) em 2014?

HSF: Nota-se já um maior dinamismo no mercado imobiliário. O nosso objetivo é desenvolver mais projetos, sobretudo para investidores que compram imóveis para arrendamentos de longa duração. E acreditamos que o mercado dos imóveis já mobilados e prontos a habitar se vá desenvolver.

– Se tivessem oportunidade, qual a casa que gostariam de decorar? De quem?

HSF: Qualquer pessoa com um magnífico apartamento num prédio antigo com um pé-direito enorme, grandes janelas, soalho em madeira e tetos trabalhados e que nos desse carta-branca.

– Como seria uma casa ao estilo d’O Meu Pé Direito’?

HSF: Seria uma casa luminosa, acolhedora, confortável, com materiais naturais, linhos e madeiras cruas, objetos insólitos e espaços amplos.

– Alguma mensagem para as leitoras d’O Meu Pé Direito’?

HSF: Que misturem vários estilos procurando a coerência do espaço, arrisquem em peças diferentes, deem novos usos aos objetos do quotidiano e optem por materiais bons e intemporais.

E já agora…Parabéns pelo site, pela divulgação do bom gosto e decoração!

– Por fim, quais os projetos concluídos que vos deixam mais orgulhosas?  

HSF: Tantos! O T4 no Camões ou o Olivier Apartment III, que pelo facto de se destinarem a um perfil de público com maior poder de compra foram projetos de design de interiores e decoração mais exigentes, mais sofisticados e mais completos, onde houve espaço para uma maior criatividade e cunho pessoal. Outro exemplo que nos enche de orgulho foi restituir a vida e o charme a uma casa linda e que estava desabitada na Praia da Azarujinha. E os pequenos projetos de restyle que nos dão tanto prazer como o Estúdio de Alfama em que transformámos um autêntico buraco num espaço luminoso, acolhedor e alegre.

PROJETO CAMÕES:

HS camoes

HS camoes2

HS camoes3

HS camoes4

PROJETO OLIVIER APARTMENT III

HS Olivier

HS olivier1

HS olivier2

HS olivier3

PROJETO PRAIA DA AZARUJINHA

HS azarujinhaa

HS azarujinha

HS azarujinha1

HS azarujinha3

ESTÚDIO DE ALFAMA

HS alfama

HS alfama1

HS alfama2

HS alfama3

OUTROS PROJETOS DE RESTYLE:

BAIXA LISBOETA

HS baixa

CASCAIS

HS cascais

CONDESSA DO RIO

HS condenssa

ERICEIRA

HS Ericiera

CONVENTO DOS INGLESINHOS

HS inglesinhos

OUTRO PROJETO EM ALFAMA

HS maisalfama

CARCAVELOS

HS riviera

OLIVIER APARTMENTS – SAPATEIROS

HS DESTAQUE fim

SANTA CATARINA

HS staCatarina

Para saber mais sobre a Home Staging Factory:

http://www.homestagingfactory.com

Créditos das Imagens:

Margarida Silva – Azarujinha, Olivier Apartments III, Ericeira, Riviera Apartment

Liete Couto Quintal – Camões, Convento dos Inglesinhos, Olivier Apartments II, Sol a Sta. Catarina

Herberto Smith – Estúdio Alfama.

Alexandre K. Oliveira – Condessa do Rio

Ricardo Oliveira Alves – Olivier Apartment I

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2 Comments

  • Cinha Rodrigues

    January 21, 01 2014 12:00:00

    Gostei muito da intervenção de todos os espaços , Parabéns .

  • Sofia Henriques

    January 22, 01 2014 12:00:00

    Adorei a decoração de uma maneira geral. Mesmo o meu estilo…Parabéns.

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