Duas modalidades. Duas vitórias. 11 Milhões orgulhosos!!

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Texto de autoria de José Mário Silva:

Esta semana Portugal conseguiu sair da mediocridade dos mercados bolsistas (elegantemente designados por lixo) para a ribalta mundial graças ao desporto individual.

Duas vitórias de excelência, João Sousa no ténis (primeiro português a vencer um ATP World Tour), na Malásia, e Rui Costa no ciclismo (campeão do mundo de estrada), em Itália, mostraram ao mundo que Portugal, mais o seu triste fado e a mentalidade do ‘quase que dava’ mudou drasticamente. Mudou para uma onda de energia positiva que revela que (também) somos capazes de grandes proezas!

Há que trabalhar com o que temos e alcançar os objetivos a que nos propomos. É caso para dizer: ‘Viva o desporto português’, que não tendo as condições dos ditos “grandes” do desporto mundial, atingiu resultados de excelência.

Sendo eu um tenista ‘de gema’ é com orgulho que vejo a minha modalidade dar um passo de gigante num circuito extremamente duro e solitário. E que com a vitória do João Sousa – (que conheço desde miúdo e que me recordo ser bem focado, com grande atitude no court e boa técnica) – os jovens tenistas possam ambicionar mais do que praticar uma atividade desportiva e tirar um curso superior (muitos para ficarem no desemprego) ou terem que emigrar de forma a conseguirem trabalho. Espero que procurem os seus sonhos e que acreditem que com muita dedicação, humildade (saber ouvir) e muito sacrifício conseguem atingir outros voos.

Gostava de ver por parte do(s) governo(s) menos imposição politica e que deixassem as respetivas federações desportivas trabalharem com tempo e em sintonia com todas as entidades ligadas ao ténis, por exemplo, como o Centro de Alto Rendimento, de forma a podermos complementar o árduo trabalho diário dos clubes.

Temos que fomentar mais a modalidade pelas escolas para que se torne parte integrante do programa escolar de educação física. Mas para isso tem que haver mais investimento quer de particulares, quer do Estado, para conseguirmos criar CÁ um circuito sénior de forma a não ‘obrigar’ os nossos atletas a irem para fora na tentativa de acumular pontos.

Temos de ser mais rigorosos com o que gastamos, como gastamos, e ter um projeto nacional sério para termos mais ‘Joões Sousas’ e ‘Ruis Costas’ que projetem o nome de Portugal bem alto e nos ajude a calar a crise financeira e económica de que já ninguém aguenta ouvir falar.

JMS

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