Células Estaminais: Preservar ou não?

aqui partilhei convosco que este volta a ser um dos anos mais importantes da minha vida, motivado pelo nascimento do meu segundo filho (que está para muito breve). Claro que depois dos festejos, de lançados os foguetes e apanhadas as canas, chegou agora a hora de pensar em tudo com mais calma, inclusive nos assuntos mais sérios e menos emocionais. Naqueles cujas nossas tomadas de decisão poderão ter, (como quase sempre, aliás), consequências irreversíveis.

Ultimamente, as conversas cá por casa pairam, invariavelmente, na questão da preservação das células estaminais do bebé que ai vem. Não que seja a primeira vez que estamos abordar o assunto, na verdade, já por altura do nascimento do Bernardo, a questão foi entre nós, (casal), abordada. No entanto, por mil e um motivos acabámos por não proceder à preservação das respetivas células e o assunto foi ficando “temporariamente” esquecido… até hoje.

Desta vez, e um bocadinho mais empenhada no assunto, além de querer ler toda a informação disponível, (jornais, revistas, blogues, sites institucionais, etc…), há algo a que tenho dado importância, que é ‘recolher’ alguns testemunhos de quem tenho por perto. E, apesar de estar mais do que definido que irei (obviamente) abordar a minha médica sobre o assunto (recusando-me a sair da consulta com qualquer dúvida por esclarecer!) tenho estado, igualmente, a questionar tudo o que são amigas grávidas: Vão fazer? Sim? Não? Porquê? E as opiniões dividem-se…

Há quem considere a questão da preservação das células estaminais um embuste negócio de primeira, que não nunca servirão para o próprio dador, ou que a probabilidade de vir a necessitar destas células é tão baixa que não vale o investimento, que não é assim tão barato quanto isso. Outras há que se munem de argumentos a favor, afirmando que os benefícios existem e que a sua utilidade é até bastante versátil e fiável, que a ciência avança a uma velocidade tal que as doenças para as quais tem aplicação são já uma realidade não fazendo apenas parte de um futuro propriamente distante, quanto mais daqui a 10, 15 ou 20 anos.

A verdade é que há tantas questões a considerar sobre este assunto que quase ficamos com um nó na cabeça. Fazer num banco privado ou público? O que os distingue? E entre os vários bancos existentes, qual o melhor? Por que é que falam em preservação de células estaminais do tecido e do cordão umbilical? Quais as suas diferenças? Quais as suas aplicações efetivas? E em que tipo de doenças pode ajudar? Afinal, dão apenas para irmãos e outros familiares ou também para o próprio? Aiiiii……

Independentemente de avançarmos, ou não, parece-me imprescindível fazer o trabalho de casa e informar-me mais sobre o assunto… e é aqui que vocês entram e me podem ajudar. Alguém fez? Sim, não? Qual a vossa opinião sobre o assunto? Contem-me tudo. Obrigada!

Imagem via: www.conbotasdeagua.com

10 Comments

  • Inês Macedo

    February 03, 02 2015 12:00:00

    Eu tenho uma amiga que está grávida e depois de ponderar decidiu fazer. Preferiu jogar pelo seguro ainda que tenha a esperança de nunca vir a utilzar 😉

  • O Meu Pe Direito/Decoralista

    February 03, 02 2015 12:00:00

    Sim, Inês Macedo, é verdade… é muito bom sinal se acabar por nunca utilizar 😉

  • Ana Pereira

    February 04, 02 2015 12:00:00

    Eu estou prestes a ser mamã e após conversar com alguns amigos médicos e enfermeiros optámos por não avançar dada à ainda fraca taxa de utilização e, tal como alguns amigos referiram, é mais uma compra emocional. Tomara que não me arrependa mas a escolha está feita!! 😉

  • O Meu Pe Direito/Decoralista

    February 04, 02 2015 12:00:00

    Bom dia Ana Pereira. obrigada pela sua partilha 🙂 Se Deus quiser nunca se irá arrepender pois vai correr tudo bem!! Muitas Felicidades 🙂

  • Carmen Saraiva dos Santos

    February 04, 02 2015 12:00:00

    Fui mãe há quase 14 meses e esse foi assunto recorrente durante toda a gravidez. Numa primeira fase achámos que íamos avançar, sem dúvida, mas depois investigámos mais, falámos com amigos, médicos e pessoas da área, e decidimos que no fim de contas, dado o valor elevado que se cobra VS a utilidade que poderá vir a ter, preferíamos investir antes num bom seguro de saúde para a nossa filha. Foi uma decisão muito ponderada e consciente 🙂

  • O Meu Pe Direito/Decoralista

    February 04, 02 2015 12:00:00

    Compreendo Carmen, o custo é sempre um factor que pesa muito. O importante é isso mesmo, que seja uma decisão tomada em consciência. obrigada*

  • Catarina Mendes

    February 05, 02 2015 12:00:00

    Eu não tenho filhos, nem estou grávida, portanto nunca passei por essa experiência. A minha irmã fez há quatro anos atrás. Eu apoiei a decisão. Mas na verdade não sabia muito. Apenas o que vemos nos filmes e séries. Até porque é algo ainda muito precoce no nosso país. Além disso é caro, e não é acessível a todos, infelizmente. Quando chegar a minha altura garanto que vai haver muita pesquisa e muitas questões ao médico. Julgo que é necessário tirar todas as dúvidas, para tomar uma decisão tão importante para a vida de um filho(a).

  • O Meu Pe Direito/Decoralista

    February 05, 02 2015 12:00:00

    É verdade Catarina Mendes, como em tudo o que ainda é algo “desconhecido” parece saído de um filme…futurista 🙂 Mas se a sua irmã decidiu fazer, quando chegar a sua altura, ela vai certamente ajudá-la a esclarecer sobre muitas das questões 🙂 obrigada!

  • Andreia Serrote

    February 06, 02 2015 12:00:00

    Eu irei ser mamã em Abril e depois de muita pesquisa e de estudar resultados estatisticos e dados clinicos, optámos por não o fazer. Esperemos que corra tudo bem e seguramente irá correr 😀

  • O Meu Pe Direito/Decoralista

    February 06, 02 2015 12:00:00

    Olá Andreia! Vamos ser mamãs quase na mesma altura 🙂 Muito obrigada pela sua partilha e ajuda nesta tomada de decisão. Tudo a correr bem também consigo*

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