Assinatura Ding Dong

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Uma designer de equipamento, um arquiteto e um engenheiro do ambiente. Uma mistura improvável que só poderia produzir ‘’frutos criativos’’ e fora da caixa. Conhecemo-los como Ding Dong e são, habitualmente, uma aposta segura para quem procura projetos (residenciais ou corporativos) personalizados e originais, contemporâneos de grande qualidade, e com enfoque no detalhe.

A Maria João Gonçalves, o Michael Miranda e o Davide Gomes têm showroom no Porto, mas a distância mostrou-se curta numa entrevista com tanto para dizer. Como tudo começou, o que os define, maiores desafios e onde se inspiram são alguns dos temas que poderão encontrar nesta entrevista. Se não estivesse já rendida ao seu talento, teria sido conquistada a partir do momento em que idealizaram uma casa Decoralista… ‘’Prática, cor de marfim, recheada de livros, fotografias e memórias, estruturada com matérias naturais como o linho e a caxemira. Elegante, sóbria e com uma pureza de construção marcadamente feminina’’.

Deixem-se ficar e vejam alguns dos seus projetos. O primeiro de uma casa situada no Algarve, o segundo – no final da entrevista – de um apartamento no Porto. Tenho a certeza de que vão adorá-los tanto quanto eu 🙂

Como tudo começou?

Eu (Michael) e a Maria João conhecemo-mos na Oitoeponto, onde trabalhamos vários anos e desenvolvemos laços de amizade muito fortes. Pessoalmente, comecei a trabalhar em interiores por piada, para alguns amigos, mas sempre gostei de interiores e achei que era indissociável da arquitetura. Em relação ao Davide, de quem sou amigo também há muitos anos, trabalhou na Mota Engil como engenheiro do ambiente. Juntámo-nos em 2012.

Características que um (bom) decorador deve possuir?

Saber ouvir e interpretar o que o cliente quer. Ter um olhar atento e curioso com o mundo que o rodeia.

Como definem o vosso estilo de arquitetura e decoração?

Pergunta difícil… Acredito que seja um trabalho atual (impossível ser intemporal) que vai beber muito de referências modernistas de meados do século XX, com grande fascínio pelo contemporâneo. Definir estilo é redutor, mas não gostamos da definição de Ecletismo, parece-nos redundante, generalista e que define muito pouco.

Qual é a assinatura Ding Dong?

Dedicação em todos os projetos que trabalhamos e qualidade máxima na execução.

Quando têm um projeto em mãos, as vossas funções misturam-se ou estão bem definidas?

Eu, Michael, fico com a direcção criativa, a Maria João, direcção de produção e o Davide a Gestão financeira. A equipa Ding Dong também tem outros elementos em gestão de Projecto, Produção de Imagens Virtuais, Produção de Mobiliário e Desenvolvimento de Produto. Somos uma família completa e feliz!

É difícil ser decorador em Portugal?

Não é nada difícil quando se faz com paixão. Felizmente os nossos clientes percebem isso e não nos podemos queixar. Temos crescido lentamente e de forma sustentável.

O que devemos ter nas nossas casas se quisermos ter uma casa ‘’na moda’’?

Antes uma casa com carácter do que uma casa ‘’na moda’’.

Algo que adorem apesar de NÃO ser tendência?

Um cão em cima de um sofá. Um álbum de fotografias antigo. Uma natureza morta do final de seculo XIX. Cinzeiros de prata.

O que é sempre um bom investimento em decoração?

Arte, sem dúvida… Mas nunca adquirir simplesmente pelo valor. Se não mexe consigo, não compre.

O que não pode faltar numa casa?

Amor, boa iluminação, flores frescas e uma garrafa de vinho.

Têm um leque de projetos bastante diversificado no vosso portefólio. Que projeto gostavam, ainda, de ter oportunidade de executar?

Estamos a customizar e decorar um barco, que era algo que já queríamos fazer há muito tempo. Também nos fascinava trabalhar num Hotel, da arquitectura à decoração. Trata se de um equipamento com uma ligação indissociável à esfera privada de uma casa, e isso é fascinante!

Que espaços, bem decorados todos deveríamos de conhecer?

Palace Vidago Hotel, Vidago – Um palácio acolhedor.

Cabanas no Rio, Carrasqueira – Pela pureza e proximidade com a natureza.

Ritz, Paris – A recente remodelação a cargo do arquitecto Thierry Despont é irrepreensível. Um verdadeiro Luxo.

Ett Hem Hotel , Estocolmo – Pela visão particular que Ilse Crawford coloca em tudo o que faz.

A que fontes recorrem para se inspirar?

Tem mais que ver com a atenção com que observamos o que nos rodeia…. A partir dai, tudo pode ser uma fonte de inspiração!

Que mensagem deixariam para os fãs do vosso trabalho?

Obrigado!! Para nós é surpreendente e agradável receber os comentários, super positivos e encorajadores, de quem acompanha o nosso trabalho.

APARTAMENTO NO PORTO:

Créditos das Imagens: Divulgação Ding Dong

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