Algazarra no Museu da Cerveja

Este fim de semana fui conhecer o Museu da Cerveja. Mais concretamente o restaurante que eu sou mais de comidas do que de bebidas! Ía um bocadinho a medo confesso. Primeiro, sendo uma cervejaria, receava deparar-me com uma Portugália ‘versão má’. Segundo, tratava-se de um almoço de amigos onde a filharada era convidada de honra uma vez que no último ano pouco nos vimos e quisemos comprovar pessoalmente quantos palmos cada um havia crescido. Só que muita criançada junta nem sempre dá bom resultado…

Felizmente surpreendi-me. Em ambos.

Para começar o dia iniciou bem, sem chuva, com sol, e um maravilhoso Terreiro do Paço pleno de vida e boa energia. Finalmente alguém acordou (neste caso o António Costa) e revitalizou uma zona da cidade que pertence aos cidadãos, moradores e turistas que têm o direito de usufruir do melhor que a cidade tem: em vista, arquitetura e infraestruturas. O primeiro fogo-de-vista já passou e, agora, na fase da maturação, pude comprovar que as esplanadas nas arcadas permanecem convidativas e apetecem ficar.

Ao entrar no Museu da Cerveja a primeira impressão foi positiva: uma cervejaria mais sofisticada que o habitual, sem cheiro a marisco ou canecas gordurosas, e com uma preocupação notória pela estética e conforto. Desde as cadeiras, aos copos de cerveja ou à delimitação dos espaços, nada foi deixado ao acaso. Também a qualidade do serviço é boa mas tudo melhorou quando confirmei que a nossa mesa havia sido reservada na ‘nave’, isto é, na área mais restrita e privada do restaurante. Um pequeno detalhe que fez toda a diferença uma vez que crianças eram somente… nove! Estão a imaginar, não estão? Tirando uma creche, um centro de diversões ou um parque ao ar livre, poucos são os espaços públicos com pedalada para receber tanta miudagem numa só mesa.

Ficámos numa mesa quadrada que proporcionou o convívio e num enquadramento em os mais pequenos se puderam expandir, correr, subir e descer escadas, esconder atrás de cortinas, dormir…tudo sem incomodar os restantes clientes.

O meu bife grelhado com molho Marrare estava delicioso (e até teve direito a selo de qualidade!), só tive pena de não me aventurar no pão-de-ló de chocolate, uma especialidade ao género de pão-de-ló de Alfeizeirão (mas de chocolate, claro) e que me ficou no ‘goto’ até à próxima visita.

Um reparo apenas: nem só de Fado (sobre)vive a música portuguesa. O almoço foi tardio, daqueles que se prolongou até às 17h da tarde e as minhas energias já se estavam a deixar abater com tanta melancolia vinda das colunas… querem dar música aos turistas mas não (n)os deixem deprimidos. Aproveitem a oportunidade para mostrar a versatilidade do povo português!

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